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09/12/2013
04/12/2013
Quer saber mais sobre DISARTRIA?
A disartria diz respeito a uma perturbação
da fala que resulta de alterações ao nível do controlo motor dos mecanismos da
fala. Esta está relacionada com lesões do sistema nervoso periférico ou central, refletindo-se em fraqueza,
espasticidade, descoordenação, rigidez, redução da amplitude dos movimentos ou
movimentos involuntários.
Etiologia: vascular, inflamatória, TCE, neoplasia, iatrogénica, idiopática, degenerativa, doença metabólica.
Flácida
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Espástica
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Atáxica
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Hipocinética
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Hipercinética
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Neurónio Motor Superior Unilateral
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Mista
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Lesão
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-Neurónio motor inferior;
-Lesão num ou em vários nervos cranianos (V, VII, IX, X, XI, XII) ou espinhais.
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-Lesão neurónio motor superior (bilateral).
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-Cerebelo (lesões bilaterais ou generalizadas).
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-Gânglios da base.
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-Gânglios da base.
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-Lesão neurónio motor superior (unilateral).
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-Lesão combinada de 2 ou mais disartrias puras.
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Características Neurofisiológicas
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-Fraqueza muscular, hipotonia, atrofia;
-Diminuição dos reflexos;
-Disfagia, dificuldades no controlo da saliva, fraqueza palatal, regurgitação nasal.
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-Espasticidade, fraqueza;
-Dificuldade em realizar o movimento e lentidão;
-Reduzida quantidade de movimentos, com perda dos finos e precisos;
-Expressões faciais excessivas;
-Labilidade emocional;
-Disfagia, reflexo de vómito hiperactivo, dificuldades no controlo da saliva;
-Presença de reflexos primitivos.
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-Hipotonia;
-Movimentos descoordenados;
-Tremor de intenção (voluntário);
-Marcha atáxica;
-Instabilidade da cabeça e tronco.
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-Tremor em repouso;
-Rigidez;
-Redução da velocidade de movimentos;
-Bradicinésia;
-Perturbações da marcha e da postura;
-Dificuldades de deglutição;
-Tremor de mandíbula, lábios, língua e cabeça.
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-Movimentos involuntários e tónus muscular variável;
-Disquinésia orofacial;
-Tremor de cabeça;
-Disfagia.
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-Fraqueza unilateral da face inferior, língua e palato;
-Disfagia;
-Hemiparésia.
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Respiração
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-Fraqueza respiratória;
-Capacidade vital reduzida;
-Dificuldade em suster a respiração.
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-.Descoordenação respiratória;
-Capacidade vital comprometida.
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-Respiração irregular;
-Capacidade vital reduzida.
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-Estridor inspiratório;
-.Inspiração/expiração é muitas vezes repentina e forçada.
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Fonação
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-Voz monótona, soprosa;
-Rouquidão, aspereza, diplofonia;
-Estridor inspiratório;
-Fraca intensidade.
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-Poucas variações de tonalidade e intensidade;
-Voz áspera, tensa e grave.
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-Variações excessivas de frequência.
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-Voz soprada, monótona, áspera, grave;
-Poucas variações de tonalidade;
-Fraca intensidade.
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-Tremor vocal;
-Perdas de vozeamento;
-Voz áspera, tensa, grave;
-Variação excessiva de intensidade.
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-Qualidade vocal soprosa.
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Ressonância
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-.Hipernasalidade
-Emissão nasal (fraqueza do véu palatino)
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-.Hipernasalidade;
-Eventual emissão nasal.
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-.Hipernasalidade (25% dos casos).
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-Hipernasalidade (associada a distonia).
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-Hipernasalidade pouco frequente.
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Prosódia
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-Ritmo de fala lento;
-Frases curtas.
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-Ritmo de fala lento;
-Frases curtas;
-Acentuação normal ou aumentada.
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-Ritmo de fala lento;
-Acentuação uniforme e/ou excessiva;
-Prolongamento de fonemas;
-Pausas entre palavras e sílabas.
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-Velocidade variável;
-Acentuação reduzida;
-Frases curtas;
-Pausas inadequadas;
-Tiradas de fala.
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-Ritmo diminuído;
-Frases curtas;
-Pausas inadequadas.
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Ritmo dimiduído.
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-
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Articulação
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-Consoantes imprecisas;
-Vogais distorcidas.
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-Consoantes imprecisas;
-Vogais distorcidas;
-Diadococinésia regular.
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-Consoantes imprecisas;
-Vogais distorcidas;
-Diadococinésia irregular;
-Pausas irregulares na articulação.
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-Consoantes imprecisas.
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-Consoantes imprecisas;
-Vogais distorcidas;
-Prolongamento de sons;
-Erros articulatórios inconsistentes;
-Diadococinésia lenta e irregular.
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-Consoantes imprecisas;
-Vogais distorcidas;
-Alterações articulatórias;
-.Diadococinésia irregular.
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Impacto da disartria e o papel do Terapeuta da Fala
O conhecimento da
dimensão biopsicossocial da pessoa com disartria é muito importante para o
Terapeutas da Fala, dado o papel deste profissional na melhoria da
funcionalidade comunicativa. Esta perturbação tem como resultado comum a
redução na inteligibilidade do discurso e dificuldades no estabelecimento da
comunicação. As dificuldades comunicativas, consequentes da
disartria, podem ultrapassar a parte fisiológica, causando mudanças (negativas)
na auto-identidade e nas relações sociais, bem como perturbações a nível
emocional.
Contudo, também é de
salientar que alguns indivíduos referem que a disartria tem consequências
positivas como, por exemplo, maior união da família e modificação da forma em
como passaram a encarar a vida.
Bibliografia:
- Dickson, S., Barbour, R., Brandy, M., Clark, A. & Paton, G. (2008). Patients’ experiences of disruptions associated with post-stroke dysarthria. International Journal of Language & Communication Disorders, 43(2), 135–153;
- Duffy, J. (2005). Motor Speech Disorders: Substrates, Differential Diagnosis and Management. (2ª Ed). USA: Mosby;
- Enderby et al. (2010). Guidance for Providers of Speech and Language Therapy Services: Dysarthria. Asia Pacific Journal of Speech, Language, and Hearing, 13 (3), 171-190;
- Freed, D. (2000). Motor Speech Disorders: Diagnosis and Treatment. Canada: Singular Thomson Learning;
- Kaufman-Katz, B. (1999). Dysarthria: treatment manual. Austin: Pro-ed.
03/12/2013
Dia Internacional da Pessoa com Deficiência
Hoje comemora-se o Dia Internacional da Pessoa com Deficiência! “O
preconceito é a pior de todas as deficiências”. A deficiência em si não se
encontra numa determinada pessoa, mas sim nos olhos de uma sociedade
preconceituosa que procura constantemente o estereótipo de perfeição. No
entanto, atualmente, já tem sido desenvolvido um trabalho de forma a integrar
e, até mesmo, incluir as pessoas com deficiência na sociedade, para que estas
tenham a mesma igualdade de oportunidades. Como membros de uma sociedade
devemos prestar cada vez mais atenção aos direitos, às necessidades, às
capacidades e competências das pessoas que possuem algum tipo de deficiência,
para que estas possam participar ativamente na comunidade.
É a diferença que
nos enriquece e nos permite crescer enquanto seres humanos!
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02/12/2013
O que é a PARALISIA FACIAL?
A paralisia facial é uma alteração que conduz à parésia ou à paralisia
total de todos, ou alguns, músculos da expressão facial.
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Causas da paralisia facial:
- Acidente Vascular Cerebral (AVC);
- Traumatismos;
- Tumores próximos do nervo facial ou no próprio nervo;
- Otites;
- Meningite;
- Herpes Zoster;
- Infeções virais ou bacteriana;
- Doenças autoimunes;
- Entre outras.
Sinais da paralisia facial:
·
Assimetria Facial;
·
Abolição do sulco
nasogeniano;
·
Apagamento da comissura
labial;
·
Ptose da pálpebra superior e
inferior;
·
Incapacidade total ou parcial na
oclusão labial, no levantamento das sobrancelhas, do canto da boca e do lábio
superior, em franzir as sobrancelhas, em sorrir.
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| (Retirada da Internet) |
Tipos de paralisia facial:
- Central: Lesão no Sistema Nervoso Central (encéfalo), que envia informações para o nervo facial. Afeção do terço inferior da hemiface contralateral ao lado da lesão.
- Periférica: lesão no nervo facial (VII nervo craniano), o qual inerva os músculos da face. Afeção da hemiface do lado da lesão. A paralisia facial mais frequente denomina-se paralisia de Bell.
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| (Retirada da Internet) |
Como resultado da paralisia facial
podem surgir alterações:
- Na fala;
- Deglutição;
- Mastigação;
- Mímica facial, o que irá comprometer a comunicação não-verbal do indivíduo e, por sua vez, as relações sociais do mesmo.
Qual o papel do Terapeuta da Fala?
O Terapeuta da Fala deverá desenvolver
um trabalho equipa, juntamente com profissionais de outras áreas, nomeadamente,
com o Médico, Fisioterapeuta e Psicólogo. O Terapeuta da Fala deverá atuar ao
nível da reabilitação da simetria e mobilidade dos músculos da face (aplicando
estratégias de controlo motor), bem como nas funções da fala, mastigação e
deglutição.
Bibliografia:
- American Speech-Language-Hearing Association. (2012). Fact Sheet for Speech-Language Pathology. Acedido a 2 de dezembro de 2013, em http://www.asha.org/careers/professions/slp.htm;
- Magalhães, J., Virgílio, H. (2009). Fonoterapia na paralisia facial periférica: uma abordagem Miofuncional orofacial. Revista Brasileira em Promoção da Saúde, 22 (4): 259-263;
- Tessitore, A., Pfelsticker, L. & Paschoal, J. (2008). Aspecto neurológicos da musculatura facial visando a reabilitação na paralisia facial. Revista CEFAC, 10 (1);
- Toledo, P. (2007). Efeito da terapia miofuncional em pacientes com paralisia facial de longa duração associada à aplicação de toxina botulínica. Tese de doutoramento, Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, São Paulo, Brasil.
30/11/2013
O Terapeuta da Fala ...
O Terapeuta da Fala procura ir de encontro
com as necessidades e prioridades da pessoa e da sua família. Juntos
estabelecem objetivos e procuram estratégias para os conseguir alcançar! E se
uma estratégia não resultar? Experimenta-se outra e outra até se encontrar o
conjunto de estratégias mais adequadas a cada caso! É sem dúvida importante
procurar uma intervenção individualizada, pois um caso nunca é igual a um
outro! Por vezes vencer as dificuldades não é fácil, mas todos os envolvidos no
processo de intervenção irão de certeza procurar dar o seu melhor, de forma a
que todas as pequenas e grandes conquistas sejam celebradas!
É dever do terapeuta da fala informar,
contudo a decisão é sempre do utente e da família!
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| (Retirada da Internet) |
29/11/2013
O que fazer perante uma pessoa com afasia?
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A utilização de algumas estratégias ajuda na
comunicação entre a pessoa com afasia e os seus diferentes interlocutores,
influenciando consequentemente os seus níveis de actividade e participação, bem
como a sua qualidade de vida.
Bibliografia:
· Associação AVC [AAVC]. (s.d.). Problemas de Comunicação Após um Acidente Vascular Cerebral. Acedido em 28 de novembro de 2013, em http://associacaoavc.pt/images/downloads/pdfs/AAVC_AAVC_A4_Comunicacao_P.pdf;
· Associação Nacional de Afásicos e Vítimas de Acidente Vascular Cerebral (ANA-ACV). (n.d.). Acedido a 29 de novembro de 2013, em: http://www.anafasicos.org/comunicar/comunicar.htm;
· Association International Aphasie [AIA] (2009). O que é a afasia?. Acedido em 29 de novembro de 2013, em http://www.afasie.nl/aphasia/pdf/12/brochure1.pdf;
· Castro, S. & Santos, A. (s.d.). Orientações fonoaudiólogas para familiares e cuidadores de pacientes portadores de afasia. Acedido em 28 de novembro de 2013, em http://www.hcpa.ufrgs.br/downloads/fisiatria/Afasia.pdf;
· Cunha, H. & Fonseca, I. (2008). Ele/Ela é afásico. E agora?. Acedido em 28 de novembro de 2013, em http://www.novamente.pt/site/wp-content/uploads/2010/08/novamente_estudo_afasico_CRMA.pdf;
· National Institute on Deafness and Other Communication Disorders. (2008). NIDCD Fact Sheet Aphasia. Acedido em 29 de novembro de 2013, em http://www.nidcd.nih.gov/staticresources/health/voice/FactSheetAphasia.pdf.
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28/11/2013
O que é a Afasia?
A afasia pode ser definida como uma perturbação
adquirida da linguagem, causada por lesão no Sistema Nervoso Central. Esta perturbação pode comprometer vários aspetos da
comunicação tais como: dificuldades ao nível da compreensão e/ou expressão
oral, escrita, leitura, gestos e cálculo. Os comprometimentos variam conforme a
localização e a extensão da lesão.
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| (Retirada da Internet) |
Tipos de afasia
Causas
da afasia
- Acidente
Vascular Encefálico (AVE): causa mais frequente;
- Traumatismo
Crânio Encefálico (TCE);
- Tumor
cerebral;
- Doenças
Infeciosas e inflamatórias no Cérebro;
- Doenças
degenerativas (como a esclerose múltipla ou as demências);
- Perturbações
do desenvolvimento psicológico;
- Alterações
metabólicas (intoxicações);
- Epilepsia;
- Entre outras.
Consequências
Derivado da afasia, surgem dificuldades de comunicação
que afetam a integridade biopsicossocial do indivíduo. Deste modo, uma pessoa
com afasia pode apresentar um comprometimento ao nível das relações com a sua
família, amigos e com a sociedade.
Papel
do Terapeuta da Fala
O Terapeuta da Fala desempenha um papel importante na otimização das competências comunicativas do indivíduo.
Na
intervenção terapêutica, é necessário que o Terapeuta da Fala juntamente com uma equipa multidisciplinar contemplem tanto o indivíduo com afasia
como as outras pessoas que o rodeiam, procurando ir de encontro às necessidades e prioridades dos mesmos. Caso isto não se verifique, o Terapeuta
da Fala corre o risco de se limitar aos défices e negligenciar o impacto que
estes têm na vida do indivíduo e dos interlocutores privilegiados.
Bibliografia:
- Associação Nacional de Afásicos e Vítimas de Acidente Vascular Cerebral (ANA-ACV). (n.d.). Acedido em 28 de novembro de 2013, em: http://www.anafasicos.org/afasia/afasia.htm#tipos;
- Benson, D.F. & Ardila, A. (1996). Aphasia: A Clinical Perspective. New York: Oxford University Press;
- Caldas, A.C. (2000). A herança de Franz Joseph Gall – O cérebro ao Serviço do Comportamento Humano. Amadora: Mc Graw Hill;
- Habib, M. (2003). Bases Neurológicas dos Comportamentos. Lisboa: Climepsi;
- Leal, A. (2009). Avaliação da Afasia pelos Terapeutas da Fala em Portugal. Dissertação de Mestrado, Universidade de Aveiro, Aveiro, Portugal. Acedido em 28 de novembro de 2013, em http://ria.ua.pt/bitstream/10773/3302/1/2010000555.pdf;
- Leal, G. (2006). Avaliação Funcional da Pessoa com Afasia: Construção de uma Escala. Re(habilitar) – Revista da ESSA, 3, pp. 7-24;
- Mansur, L. & Machado, T. (2010). Afasias: uma Visão Multidimensional da Atuação do Fonoaudiólogo. In Fernandes, F., Mendes, B. & Navas, A., Tratado de Fonoaudiologia, (2ª edição) (392-401). São Paulo: Editora Roca;
- Negrão, A. & Barile, M. (2003). Afasia: uma interface entre a fonoaudiologia e a psicologia. Lato & Sensu, 4, pp. 3-5;
- Pacheco, R. (2004). Reabilitação Fonoaudiológica em uma Perspectiva Focalizada no Cotidiano. Dissertação de mestrado, Universidade do Sul de Santa Catarina, Brasil. Acedido em 28 de novembro de 2013, em http://busca.unisul.br/pdf/72297_Roberto.pdf;
- Verna, A., Davidson, B. & Rose, T. (2009). Speech-language pathology services for people with aphasia: A survey of current practice in Australia. International Journal of Speech-Language Pathology, 11, pp. 191–205.
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