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| Vantagens da mastigação bilateral |
18/11/2014
11/10/2014
Atividade - Praia do S
Praia do S!
Oferta de uma das atividades do segundo pack da página "Viagem pelo Mundo da Terapia da Fala".
“Os Super-Sons na Praia Secreta” é um pack de articulação dedicado às sibilantes (s, z, ch , j)
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18/06/2014
Sabe qual é a diferença entre surdez e deficiência auditiva?
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| (imagem retirada da internet) |
Deficiência Auditiva
O
conceito de deficiência auditiva reflete, segundo Behares (1993) citado em
Dorziat (s.d.), uma visão médico-organicista em que a pessoa com perda auditiva
é encarada como um portador de doença. Neste sentido, para que os efeitos da
doença possam ser extintos, é necessário tratar a deficiência que se encontra
subjacente. De acordo com esta visão, o tipo e o grau de perda auditiva
presente no diagnóstico clínico são fatores primordiais para o encaminhamento
educacional do indivíduo, bem como para as expectativas sobre o desenvolvimento
da linguagem (Dorziat, s.d.).
Existem
diferentes graus de deficiência auditiva (leve, moderada, severa e profunda)
que diferem em função da perda auditiva e das características da pessoa, o que
faz com que se adotem diferentes atuações clínicas e educacionais (Dorziat,
s.d.; Medeiros, Gianini, Gomes & Batista, 2005)
A
condição de deficiência leva o indivíduo a ficar isolado de uma variedade de contextos
sociais. Isto acontece, mais propriamente, quando há uma perceção clínica de
que não é possível tratar essa mesma deficiência auditiva (Inácio, s.d.). Este
conceito está relacionado com a utilização de procedimentos que visam adaptar o
indivíduo com perda auditiva aos meios de comunicação utilizados pela
sociedade, nomeadamente a fala (Dorziat, s.d.). Assim, a pessoa com deficiência
auditiva faz parte de uma comunidade minoritária, pelo que se torna pertinente
criar novas práticas no sentido de a incluir socialmente. Desta forma, é
necessário analisar os preconceitos e os estigmas para que a sociedade consiga
conviver com a diferença (Ribeiro & Netto, 2009).
Em suma,
consoante a definição de deficiência auditiva não são valorizados os contextos
psicossociais e culturais nos quais a pessoa com perda auditiva se desenvolve,
nem a própria experiência do indivíduo (Sá, 2006).
Surdez
No ano
de 1993, Behares realçou a necessidade de olhar para os indivíduos com défice
auditivo através de uma perspetiva sociocultural. Este autor define surdez como
«uma entidade cultural. Tanto que tem sua
história, ou seja, evolui e se modifica como qualquer outro objecto cultural.» (Medeiros,
Gianini, Gomes & Batista, 2005). Desta forma, o termo surdo seria o que
melhor definiria uma pessoa com défice auditivo, visto que esta é a expressão
utilizada pelos próprios para se referirem a si mesmos, enquanto pessoas com
características psicoculturais próprias (Dorziat, s.d.).
A surdez
é uma identidade múltipla que se encontra dentro da temática da deficiência,
mas que é politicamente reconhecida como uma diferença (Skliar, 1998). Desta
forma, os surdos pertencem a uma comunidade com uma cultura e língua próprias
(Inácio, s.d.). Assim, os surdos ou Surdos (como proposto por diversos autores)
são pessoas que não se veem como deficientes, utilizam uma língua específica
(Língua Gestual Portuguesa), valorizam a sua arte e literatura e propõem
indicações específicas para a educação das crianças surdas (Bisol &
Valentini, 2011).
Todos os
aspetos supracitados são englobados na cultura surda. Nesta é defendida a
existência de uma cultura visual, sendo que a informação é recebida e traduzida
de forma visual. Para a sua afirmação, existem, em vários locais, organizações
e coletividades surdas que se regem de regras e princípios nos quais, em casos
mais restritos, não é permitida a participação de ouvintes (Quadros, 2003).
Sendo a
língua uma das características fundamentais para a pertença à cultura dos
surdos é imprescindível a sua aprendizagem por surdos. A língua dos sinais que,
em Portugal é denominada por Língua Gestual Portuguesa [LGP], possui regras
próprias a vários níveis (fonológico, morfológico, sintático, semântico e
pragmático) e é utilizada como outra língua qualquer. No entanto, esta forma de
comunicar não foi sempre reconhecida como uma língua. Para o reconhecimento ao
direito de utilizar a língua gestual é necessária uma aquisição da linguagem e
a conceptualização da língua como um meio para a interação social, cultural,
política e educacional, sendo parte do sujeito. Porém, alguns surdos
utilizadores de LGP possuem a língua portuguesa como uma segunda língua
(Quadros, 2003). Esta aprendizagem vai ao encontro de facilitar a troca de
informações entre indivíduos ouvintes e surdos (Quadros, 2003; Sá, 1999 cit in Inácio, s.d.).
Outro
ponto sustentado pela cultura surda é a defesa de diversos princípios para a
educação de crianças surdas. Do ponto de vista escolar, as crianças surdas são
reconhecidas, pelos membros da sua comunidade, como crianças que estão a
exercer os seus direitos civis de acesso à educação (Princípio 7.º: «a criança tem direito à educação (…). Deve
ser-lhe ministrada uma educação que promova a sua cultura e lhe permita (…) tornar-se
um membro útil à sociedade» [UNICEF, 1959]). Esta perspetiva é contrária
àquela onde as crianças surdas são caracterizadas como crianças que necessitam
de um apoio específico (Quadros, 2003).
Tendo
por base o exposto, constata-se que o termo surdez tem uma extensão social em
que a perda auditiva é apenas um fator médico e que não interfere no seu
crescimento enquanto pessoa nem na sua relação com os outros (Dorziat, s.d.).
Que termo deve o terapeuta da fala utilizar?
Sendo a
surdez uma área de intervenção de Terapia da Fala, é necessário o terapeuta ter
conhecimento da diferença entre os conceitos e quando e a quem é mais adequado
aplicar cada um deles. Contudo, a melhor decisão a tomar é perguntar à pessoa
com quem se trabalha qual o termo que prefere utilizar, pois a sua utilização
depende, em grande parte, da conceptualização da pessoa e do seu problema. Para
isso, o terapeuta deverá abordar a família e expor os seus conhecimentos, de
forma imparcial, face aos termos que são comummente utilizados, ou seja, deverá
explicar os conceitos que pode encontrar nas suas pesquisa e nos pré-conceitos
da sociedade (o termo “mouco” é ainda utilizado frequentemente na sociedade).
Além disso, é importante considerar o termo que os cuidadores usam quando se
referem à pessoa com perda auditiva e, caso seja o seu desejo, indicar locais
onde pode encontrar informação sobre os conceitos e os seus pressupostos.
Bibliografia
·
Bisol,
C. & Valentini, C. (2011). Surdez e Deficiência Auditiva – qual a
diferença. Objecto de Aprendizagem
INCLUIR. Acedido em 14 de junho de 2014, em: http://www.grupoelri.com.br/Incluir/downloads/OA_SURDEZ_Surdez_X_Def_Audit_Texto.pdf;
·
Dorziat, A. (s.d.). Deficiente auditivo e surdo: uma reflexão
sobre as concepções subjacentes ao uso dos termos. Acedido em 13 de junho
de 2014, em: http://www.nre.seed.pr.gov.br/londrina/arquivos/File/6encontrogesurdezdeein.pdf;
·
Inácio, W. (s.d.). A inclusão escolar do deficiente auditivo:
contribuições para o debate educacional. Acedido em 10 de junho de 2014,
em: http://saci.org.br/imagens/textos/arqs/incluescolarsurdo.pdf;
·
Medeiros, L., Gianini, E.,
Gomes, M. & Batista, W. (2005). Desenvolvimento
de brinquedos pedagógicos para crianças surdas. Acedido em 10 de junho de
2014, em:
http://www.sj.cefetsc.edu.br/~nepes/docs/midiateca_artigos/pratica_ensino_educacao_surdos/texto61.pdf;
·
Quadros, R. (2003). Situando
as diferenças implicadas na educação de surdos: inclusão/exclusão. Ponto de Vista, 5, pp. 81-111. Ribeiro,
E. & Netto, R. (2009). A Inclusão e os Deficientes Auditivos. Revista Interfaces: ensino, pesquisa e
extensão, 1 (1), 8-9.
·
Ribeiro, E. & Netto, R.
(2009). A Inclusão e os Deficientes Auditivos. Revista Interfaces: ensino, pesquisa e extensão, 1 (1), 8-9;
·
Sá, N. (2006). Os Estudos
Surdos. In: Sá, N. (Org.), Cultura, poder
e educação de surdos. São Paulo: Paulinas.
·
Skliar, C. (1998). Bilinguismo
e biculturalismo: Uma análise sobre as narrativas tradicionais na educação dos
surdos. Revista Brasileira da Educação,
8, pp. 44-57.
·
UNICEF. (1959). Declaração Universal dos Direitos da
Criança. Acedido em 14 de junho de 2014, em: http://www.ie.uminho.pt/Uploads/NEDH/declaracao_universal_direitos_crianca.pdf.
08/06/2014
01/06/2014
Feliz Dia Mundial da Criança!
As crianças são presença assídua no dia-a-dia do terapeuta da fala. Com elas temos as conversas mais divertidas, rimos e falamos a sério mas, acima de tudo, aprendemos juntos!
Em comemoração do Dia Mundial da Criança, o blog "Viagem pelo Mundo da Terapia da Fala" oferece aos seus seguidores um pequeno cartaz que resumo um pouco daquilo que se faz na terapia da fala, homenageando todas as crianças que tornam os nossos dias tão mais felizes!
Façam o download gratuito deste cartaz no link:
https://www.wetransfer.com/downloads/08acecbc4eedfab29adea8722ad1a1b520140601082739/0895bb
Feliz Dia Mundial da Criança! :)
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Feliz Dia Mundial da Criança! :)
24/05/2014
19/05/2014
Família na Terapia da Fala
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